Foto: ©TomasAndaur

Eu estava em um prédio de uns 4 andares, daqueles no estilo luta livre clandestina, com escadarias escuras. Não sei bem a razão, mas eu deveria ter tomado banho cedo, pois os chuveiros não tinham divisórias e depois de determinado horário chegariam muitas pessoas para um evento, e elas passariam pelos banheiros. As pessoas estavam começando a chegar, achei um banheiro vazio e resolvi tomar banho de roupa mesmo. Depois que já tinha me molhado no chuveiro o Lucas chegava, eu ficava irritada com ele, então fui procurar outro chuveiro, quanto mais andares eu subia, mais lotados estavam os banheiros. Desci todas as escadas correndo e saí do prédio, já era noite e a rua estava vazia, exceto por um carro prateado, parado em cima de uma calçada à minha esquerda. O carro começou a andar na minha direção, parou perto de mim, e a janela do passageiro abriu, a Patrícia estava dentro, ela perguntava o que eu queria, eu explicava e então ela dizia: “estou indo pra minha casa tomar banho, tchau”.
Eu continuava andando e com a roupa encharcada quando ouvi barulho de skate, aí fui atras do barulho e era o Mateus, irmão mais novo da Amanda Leite. Então eu perguntei se ele morava perto e se podia tomar banho lá, ele disse que tudo bem, então eu pedi o skate pra ir mais rápido, eu ia muito rápido mesmo sendo uma subida, quase atropelei uma pedestre e precisei desviar de um carteio que estava passando numa bicicleta de corrida. Cheguei na casa da Amanda e o pai dela estava lá com um cronômetro, me deu parabéns e disse que ninguém nunca conseguiu subir a ladeira de skate tão rápido. Entrei pra tomar banho, quando saí estava em um lugar com vegetação amarela e chão rachado, tinha um grupo comigo, que não faço ideia de quem era. Na minha direita tinha um homem agachado conversando com uma arara-azul, então esse homem veio se juntar ao grupo, ele era alto, de barba grisalha, magro e aparentava ter uns 38 anos, achei o rosto dele conhecido, então perguntei o seu nome e ele disse: “Gustavo”. Então eu disse: “Titz”? Então ele me reconheceu, me deu um abraço e me girou no ar.

Obs: Na vida real o Gustavo é 1 ano mais novo que eu.

06/01/2014

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